Proyecto Pedagógico del Curso

O egresso do curso de Licenciatura em Pedagogia do IFRS – Campus Viamão caracteriza-se como um profissional qualificado para atuar na docência da Educação Infantil, dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), preparado para assumir a responsabilidade pelo primeiro contato das crianças com o ambiente escolar e pela retomada da trajetória acadêmica daqueles que não tiveram acesso à escolarização na idade adequada. Com uma postura investigativa, integrativa e propositiva, os Pedagogos e Pedagogas serão formados para compreender a educação como prática social, histórica, cultural e política, assumindo postura ética, crítica e reflexiva diante dos desafios contemporâneos da escola e da sociedade. Serão capacitados para identificar e intervir em problemas socioculturais e educacionais diante de realidades complexas, buscando ativamente a superação de diversas formas de exclusão (social, étnico-racial, econômica, cultural, religiosa e política) e promovendo o desenvolvimento integral das potencialidades de cada sujeito. Deverão dominar os fundamentos teóricos e metodológicos da educação, articulando teoria e prática de forma integrada e contextualizada. Serão capazes de planejar, desenvolver, acompanhar e avaliar processos de ensino e aprendizagem  e respeitar as diferentes realidades dos estudantes, promovendo práticas pedagógicas significativas, inclusivas, criativas e interdisciplinares. O perfil profissional contempla, ainda, a utilização crítica e pedagógica das tecnologias digitais, o domínio de diferentes linguagens e a capacidade de construir ambientes de aprendizagem pautados no protagonismo estudantil, na ludicidade, na investigação e na valorização da diversidade humana.

Pedagogos e Pedagogas podem atuar na docência da Educação Infantil, dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos. Ainda no âmbito escolar, o/a profissional será capaz de planejar, desenvolver e avaliar projetos e práticas pedagógicas inovadoras, integradas e significativas, participando ativamente dos diferentes momentos do processo educativo. Também estará apto a elaborar projetos educacionais, contribuindo para a construção de propostas pedagógicas participativas, lúdicas e inclusivas de maneira a contribuir com famílias, comunidades e equipes pedagógicas não escolares.

O processo de ensinagem do Curso é coerente com os princípios explicitados no PPI do
IFRS, nas quais as metodologias de ensino adotadas estão alinhada à proposta pedagógica
institucional articulando as estratégias metodológicas às políticas institucionais de ensino e os
princípios formativos que orientam a atuação pedagógica no âmbito do IFRS do Curso com a visão
de Educação, de Ser Humano e de Profissional que se quer, é preciso trazer o futuro para o
presente. Ou seja, é preciso fazer o exercício de enxergar a realidade que se quer. E, a partir daí,
compreender o que é necessário ensinar e - não menos importante - como.
Ao formar Pedagogos/as, é essencial o questionamento sobre o tipo de profissional que
serão. Quais serão seus valores, suas crenças, suas bases teóricas e, também, como serão suas
aulas, quais materiais didáticos e pedagógicos usarão. Nesse sentido, as metodologias de ensino
utilizadas são selecionadas para proporcionar aos estudantes uma vivência escolar embasada na
conceituação teórica a ser trabalhada. Assim, se pretende Professores(as) com uma visão integral e
integrativa do conhecimento. Por isso, os componentes curriculares são realmente componentes,
no sentido de comporem o semestre. E as estratégias elencadas para o trabalho pedagógico
perpassam a todas. O Fórum de Integração Pedagógica coordena a Atividade Integradora, um
trabalho que é desenvolvido tendo uma problemática, resolvida pela associação dos
conhecimentos dos diferentes componentes curriculares.

Além desta metodologia, no dia a dia, os conhecimentos estudados em sala de aula são
aplicados nas ações de extensão do componente curricular Ciranda de Ensinagens. Outras
estratégias metodológicas que podem ser utilizadas são aquelas que complementam a visão do
curso e instigam o processo de ensinagem. Entre elas, participação em projetos de pesquisa,
atividades extracurriculares, aulas expositivas e dialogadas, estudos dirigidos, dinâmicas de grupo
e outras atividades.
Ao assumir o compromisso com uma Educação Inclusiva e de Qualidade, é preciso divisar
estratégias metodológicas que contribuam para potencializar a aprendizagem de estudantes com
deficiências ou outras especificidades. Uma delas é a construção do Plano Educacional
Individualizado (PEI). Com olhar individualizado, tem por finalidade potencializar a aprendizagem
das pessoas com deficiências ou outras especificidades através da adequação do tempo, das
estratégias metodológicas, de tecnologias assistivas e da avaliação. É regulamentado e norteado
pela IN PROEN 07/2020.
O uso consciente e crítico das novas tecnologias é imprescindível na formação inicial de
Professores e Professoras. As tecnologias “[...] são meio, apoio, mas, com o avanço das redes, da
comunicação em tempo real e dos portais de pesquisa, transformaram-se em instrumentos
fundamentais para a mudança na educação” (MORAN, 2008, p. 90). Assim, ganha importância a
utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), com o uso de artefatos
tecnológicos que propiciem acessar, produzir e compartilhar informações. No Campus Viamão do
IFRS tem-se acesso à internet em todas as instalações do campus e há disponibilidade de terminais
de computadores tanto nos Laboratórios de Informática quanto na Biblioteca. Desse modo, é
possível explorar diferentes recursos tecnológicos, tornar as aulas mais atrativas e criativas,
promover a aprendizagem significativa e a formação de Pedagogos(as) capacitados para os
desafios da era tecnológica. É possível, também, mencionar o uso de materiais didáticos
específicos, como textos com fontes ampliadas, aulas em Língua Brasileira de Sinais, estudos
orientados, tecnologias assistiva, aulas em pequenos grupos, entre outros.

O processo de avaliação representa, sem dúvidas, um desafio para todos os envolvidos. É
preciso ter presente, de forma incisiva, o que se acredita e o que se quer com o fazer pedagógico.
Isso significa observar os fundamentos da educação pública, gratuita, inclusiva e de qualidade
detalhados nos princípios do IFRS e na Organização Didática.
Avaliar tem por objetivo diagnosticar as forças e fraquezas para possibilitar a mediação e a
intervenção no processo de ensinagem e, assim, efetivar a aprendizagem. Se de um lado se quer
constituir Pedagogos(as) que sejam cidadãos(ãs) que lutem pela justiça social, pela democracia,
que sejam solidários(as) e éticos(as); por outro, se pretende que também sejam Professores(as) de
excelência acadêmica. Nesse sentido, o processo de avaliação precisa contemplar os aspectos
qualitativos e quantitativos.

Consoante com a proposta pedagógica e organização curricular, em que há uma temática
que perpassa todos os componentes curriculares, a avaliação também deverá refletir tal
movimento. No Fórum de Integração Pedagógica (FIP), que é o espaço de diálogo, de troca, de
discussão reflexiva entre Docentes e Discentes, é organizada a Atividade Integradora. Trata-se de
uma atividade que, como o próprio nome diz, integra elementos teórico-práticos de todos os
componentes curriculares do semestre. É orientada no FIP e, por isso, é considerada como um dos
instrumentos avaliativos em todos os componentes curriculares do semestre que o/a estudante
está cursando, com valor mínimo de 3 (três).
Cada componente curricular precisa expressar o resultado do processo de avaliação no
final do semestre através de notas, registradas de 0 (zero) a 10 (dez), admitindo-se uma casa
decimal após a vírgula. A média semestral é uma média simples das notas de, pelo menos, dois
instrumentos avaliativos - a Atividade Integradora e outro(s). Para selecionar os possíveis
instrumentos, cada professor/a analisa, a partir do planejamento do conteúdo de seu componente
curricular, o que pode instigar, desafiar e contribuir com a aprendizagem: provas, trabalhos
individuais ou em grupos, atividades diversas, projetos, exercícios, entre outros. Para aprovação, a
média semestral mínima é 7 (sete). Os/As estudantes que não conseguirem alcançar este valor,
terão direito ao exame final, desde que tenham 75% (setenta e cinco por cento) de frequência nas
aulas. O/A estudante que não atingir em determinado componente curricular, ao final do período
letivo, média semestral igual ou superior a 7,0 (sete), mas tiver média mínima de 1,7 (um vírgula
sete) e 75% (setenta e cinco por cento) de frequência nas aulas, terá direito a exame final (EF).
O exame final é uma avaliação dos conteúdos trabalhados no semestre e sua nota
comporá a média final da seguinte forma: a média final (MF) será calculada a partir da nota obtida
no exame final (EF) com peso 4 (quatro) e da nota obtida na média semestral (MS) com peso 6
(seis), conforme a equação abaixo:

MF = (EF*0,4) + (MS*0,6)
A aprovação no semestre ocorre se MF ≥ 5.

Da Recuperação Paralela

Considera-se recuperação paralela os movimentos feitos no decorrer do semestre, em
resposta à resultados insuficientes no processo de aprendizagem. A oportunização da recuperação
paralela, dentro do semestre, é direito dos(as) estudantes. Além de elevar o nível da
aprendizagem, também objetiva melhorar o resultado das avaliações, recuperando assim,
qualitativa e quantitativamente o processo educativo.
Seguindo as orientações da Organização Didática do IFRS (Art. 186), os estudos de
recuperação paralela respeitarão as seguintes etapas:

I) Readequação das estratégias de ensino-aprendizagem;
II) Construção individualizada de um plano de estudos;
III) Esclarecimentos das dúvidas; e
IV) Avaliação. Nos casos em que a nota obtida nas avaliações regulares for superior à obtida
nas atividades de recuperação, prevalecerá a nota mais alta, em conformidade com o § 3o do art.
186, da Organização Didática do IFRS.

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