Projet Pédagogique de Cours

O egresso do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos será um profissional com formação tecnológica, científica e ética, apto a atuar de forma crítica, reflexiva e inovadora nos diversos segmentos da cadeia produtiva de alimentos, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos Superiores de Tecnologia e com o referencial teórico-metodológico da instituição.

A formação do egresso está fundamentada no desenvolvimento de competências profissionais que integrem conhecimentos, habilidades e atitudes, possibilitando a atuação em processos produtivos, controle de qualidade, desenvolvimento de produtos e gestão de sistemas agroindustriais, com foco na segurança dos alimentos, na sustentabilidade e na inovação tecnológica.

Em consonância com o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST, 2024), o(a) Tecnólogo (a) em Alimentos será habilitado para:

● Gerenciar os processos relacionados ao beneficiamento, industrialização e conservação de alimentos e bebidas.

● Realizar análises laboratoriais na produção de alimentos e bebidas.

● Coordenar e desenvolver programas de controle de qualidade e de novos produtos na área de alimentos e bebidas.

● Gerenciar a manutenção de equipamentos da indústria de processamento de alimentos e bebidas.

● Gerenciar e executar processos de otimização, viabilidade econômica e processamento na produção e industrialização de alimentos e bebidas.

● Vistoriar, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnicos em sua área de formação.

As metodologias de ensino e aprendizagem propostas estão comprometidas com a interdisciplinaridade, visando o desenvolvimento do espírito científico e a formação do sujeito-cidadão, profissional contextualizado com a realidade do mundo do trabalho. Para tanto, busca-se apoio nos fundamentos ético-políticos, epistemológicos e didático-pedagógicos como norteadores das práticas e ações educativas para o cumprimento de seus objetivos. A educação nesse contexto é entendida como mediação da prática social global, contextualizada como ponto de partida e o ponto de chegada da prática educativa. Assim, o processo pedagógico parte do princípio, em que professor e estudantes se encontram igualmente inseridos, estabelecendo relação fecunda na compreensão e encaminhamento da solução dos problemas, dispondo os instrumentos teóricos e práticos para sua compreensão e solução. No processo de ensino, são proporcionados aos estudantes, diferentes formas de aprendizagem, incluindo trabalhos diversos, inclusive multidisciplinares, com vistas à integração de conteúdo. Sob essa perspectiva, a prática educativa deve ser orientada pelos princípios da superação da dicotomia entre teoria e prática, da inovação pedagógica, do uso de novas tecnologias e do desenvolvimento de competências profissionais. Entende-se por inovação pedagógica o estabelecimento de um fazer pedagógico voltado à superação da dicotomia ciência-tecnologia e teoria-prática, orientado pela pesquisa como princípio educativo e científico, nas ações de extensão como forma de diálogo permanente com a sociedade, rompendo com a produção e transposição didática do conhecimento de forma fragmentada. O uso de novas tecnologias, por sua vez, deve orientar a metodologia de ensino e de aprendizagem, contribuindo para uma mudança qualitativa, a partir de uma visão inovadora de todas as tecnologias, tendo como ponto de ancoragem, a realidade social e do mundo do trabalho e de seus protagonistas, relacionando o cotidiano acadêmico a contextos mais amplos, articulando o senso comum ao saber sistematizado e socialmente construído, integrando e contextualizando os diversos componentes curriculares à nova realidade social e laboral. Sendo assim, busca-se o desenvolvimento do espírito científico e tecnológico e a formação do sujeito-cidadão, profissional contextualizado com a realidade do mundo do trabalho. Para tanto, o curso busca apoio nos fundamentos ético-políticos, epistemológicos e didático-pedagógicos como norteadores das práticas e ações educativas para o cumprimento de seus objetivos, conforme proposto na Organização Didática do IFRS. Importante ressaltar também que o IFRS, prevê a realização do Plano Educacional Individualizado (PEI) para estudantes com necessidades educacionais específicas, sendo que, os fluxos, procedimentos de identificação, acompanhamento e realização estão previstos em normativa específica. Ao prever as adaptações individualizadas para cada estudante, é possível delinear as expectativas de aprendizagem, considerando seus conhecimentos e habilidades, sendo o ponto de partida para acompanhar a evolução em direção aos objetivos propostos para cada componente curricular, prevendo novas estratégias de ensino e aprendizagem. Destaca-se, por fim, que o IFRS Campus Erechim está empenhado em garantir o pleno acesso, permanência, participação e aprendizagem das pessoas com necessidades específicas em seus cursos, utilizando metodologias de ensino adequadas, com vistas a qualificar a prática pedagógica e alcançar os objetivos estabelecidos. Para isso, os docentes disponibilizam materiais didáticos e pedagógicos acessíveis, contando com a orientação do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas – Napne.

O processo de avaliação do Curso Superior de Tecnologia em Alimentos é realizado em consonância com a Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), contemplando a análise global e integrada das dimensões, estrutura, compromisso social, finalidades e responsabilidades da instituição e do curso.

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