Educação Financeira da escola: construindo atitudes autônomas e responsáveis
Educação Financeira Crítica. Ensino Médio. Sequência didática. Atitudes autônomas.
O artigo trata do desenvolvimento da Educação Financeira em uma escola de Educação Básica. Com a questão expressa por: “Como estudantes de anos finais do Ensino Médio compreendem a Educação Financeira e de que modo a escola pode mobilizar conceitos, habilidades e atitudes para que eles façam escolhas financeiras autônomas e responsáveis na vida em sociedade?”, investigamos como estudantes de Ensino Médio compreendem algumas questões financeiras em um contexto nacional de inadimplência e de inserção precoce no mundo do trabalho. Com abordagem qualitativa e inspirada na pesquisa-ação (Thiollent, 1997), a materialidade foi composta por respostas a um questionário diagnóstico, desenvolvido com estudantes de Ensino Médio e, posteriormente, por dados produzidos em um momento de intervenção, a partir do desenvolvimento de uma Sequência Didática (Zabala, 1998; Schneuwly e Dolz, 2010; Cabral, 2017)
construída a partir de metodologias ativas e de recursos tecnológicos, tais como o simulador Scratch e o Kahoot. Alinhando-se à perspectiva da Educação Crítica (Skovsmose, 2015), o estudo mostra que a Sequência Didática, ao promover o debate e a pesquisa colaborativa, mobiliza os estudantes para um cenário de
investigação que resulta na compreensão e na formação de um pensamento mais crítico sobre a relação entre finanças individuais e questões sociais. Desse modo, entendemos que a Educação Financeira Crítica, mediada por práticas dialógicas e autônomas, se torna importante para a formação de cidadãos financeiramente
conscientes e capazes de tomar decisões informadas e responsáveis.